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A partir da entrevista à Coordenadora do Projeto de Educação e Promoção para a Saúde, professora Teresa Matos, e logo após o fecho do IX Congresso da Saúde que decorreu nos dias 28 e 29 do mês de março, salientam-se os vários aspetos abordados.


A Coordenadora declarou-se, uma vez mais, surpreendida, como após nove anos consecutivos, se voltou a verificar a capacidade de mobilização e articulação da comunidade escolar (docentes, discentes e não docentes). Grata pelos eventos que congregaram boas práticas, durante dois dias intensos, uma vez que revelaram o auge de todo o trabalho realizado desde o primeiro dia de aulas. Nas suas palavras, aprendemos a estar uns com os outros, a preocuparmo-nos uns com os outros, a cuidar uns dos outros.

No congresso abordaram-se todas as áreas da saúde, não apenas no espaço do Auditório, mas por toda a escola, com o envolvimento de todos, incluindo o do Diretor, professor João Godinho.

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Apesar da pandemia, e de todas as dificuldades pós-pandémicas, cada um pôde conversar presencialmente, uma das coisas mais importantes, tal como, falar sobre e praticar saúde, em conjunto. Por exemplo, a mostra do Suporte Básico de Vida – feita pelos alunos mais velhos para os mais novos -, integrada no currículo de curso, revelou ser fundamental na prática. Foi um congresso sempre marcado pela transversalidade, onde as várias áreas dos diversos cursos intervieram, dando o seu aporte conteudístico.

Da parte dos alunos de ciências, houve uma mostra de pesquisa de nutrientes, nos alimentos, na qual os mais velhos voltaram a partilhar o seu conhecimento quer com os mais novos quer com quem se mostrou interessado. Assim, foi possível aos alunos das diversas áreas de diferentes cursos deram o seu aporte.
Os alunos de humanidades realizaram representações temáticas na área da saúde mental, com micro monólogos e sobre assuntos estruturantes do dia a dia. Os alunos de Artes exprimiram a sua forma de sentir através da imagem, numa exposição. Os de desporto, com a professora Isabel Albuquerque, promoveram jogos, demonstrando a importância do exercício físico na manutenção da saúde. Os alunos dos cursos noturnos também se envolveram, abordando as questões da hidratação. Fazendo o ponto da situação, a coordenadora referiu ter sido um congresso muito abrangente, no qual se abordaram, ainda, temas como a importância do riso, do sono, da violência, das substâncias psicoativas, do álcool, das drogas…

O aspeto mais importante foi a interação interpares, juntamente com entidades exteriores que garantiram também informação fidedigna, ou seja, atingiu-se um contexto de ensino aprendizagem no qual, e nas palavras da professora Teresa Matos, cada aluno possa fazer, em liberdade e em responsabilidade, as suas escolhas para a sua vida. E isso é que significa ser uma escola ativa, em permanente ação, preocupada com as questões da saúde. Ainda, segundo ela, não foi possível esgotar na entrevista tudo aquilo que se passou, já que também se falou no ambiente, com a preservação do planeta (professor Rui Laureano), e nos direitos humanos (professor António Rodrigues), com testemunhos que nos ligam a todos.

Sublinhou, por fim, a participação dos alunos da nossa Unidade de Ensino Estruturada, uma intervenção marcada por grande entusiasmo no que disse respeito à justiça, aos direitos humanos, à dignidade e à paz. Sendo a paz um dos valores que mais preza, fez questão de sublinhar a grande dedicação dos alunos do 8.º ano que construíram, em origami, incontáveis Tsurus (símbolo japonês da sorte e da felicidade e da longevidade e da sorte) para oferecerem a todos os que estiveram no congresso, com a inscrição «A paz é a solução».

Terminou desejando que para cada congresso vindouro continue a existir um incremento da vontade de participação e de sermos felizes, já que o lema deste IX Congresso da Saúde foi «Pessoas Saudáveis, Planeta Saudável».