Vídeo elaborado pelos monitores da Biblioteca Escolar, com vista à sua apresentação.
Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, a BE fez uma exposição denominada «As Mulheres que Movem a Escola» com as fotografias de todas as que aí trabalham (professoras, assistentes operacionais, intérpretes de LGP, terapeuta, psicóloga e quadros técnicos da ESA).
A exposição pode ser vista no Pavilhão A da nossa escola.

O nosso Diretor, professor Simão Cadete, junta-se à homenagem a todas as mulheres da escola com o texto que a seguir reproduzimos:
O DIA DA MULHER?
Que pena que haja um dia da mulher! Sim, bom seria que celebrássemos permanentemente essa figura. Ao dedicarmos-lhe uma data, estamos a assumir que lhe furtamos os restantes trezentos e sessenta e quatro dias que completam o ano.
Mas já que celebramos tal data, vamos fazê-lo com a elevação, a ternura, o carinho e a gratidão que tal figura omnipresente nas nossas vidas nos merece.
Através dos tempos, todos os poetas dedicaram o melhor dos seus versos a esse alguém, ora contemplado, ora desejado, ora idealizado. Florbela Espanca até confessa a sua admiração porque “Tanto poeta em verso me cantou”.
Guerra Junqueiro salienta os encantos da sua “Morena”, enquanto Gomes Leal direciona as suas loas para a sua amada “(…) tão loira, lírica, franzina”.
António Maria Lisboa extasiava-se contemplando “A menina do quarto vermelho”, enquanto Camilo Pessanha fantasiava ao ver a sua Vénus “Passeando sozinha na alameda” e Cesário Verde interiorizava a beleza lancinante da sua deusa, “pura como um lírio”.
Outros houve que glorificaram o papel insubstituível da mulher mãe: Gedeão acompanha a lenta e pesada cadência de Luísa enquanto “sobe que sobe, sobe a calçada” e Herculano, em tom laudatório, enaltece a tarefa geneticamente desinteressada daquelas “santas que embalais os berços das crianças”.
De forma mais prosaica, ainda que mais genuinamente realista, Geir Campos convida a descer à terra quem, apesara de tudo, perseguiu o conto de fadas: “Ouvirás o marido ressonando/os filhos dormindo em calma”.
Enfim, tal como todos os poetas cultivaram seus amores, que desejaram, amaram, idealizaram, também nós teremos sempre para recordar alguém que nos chamou amor e alguém que, em voz pouco convidativa, nos chamou pelos dois primeiros nomes. Todos tivemos um elemento feminino que nos atraiu para a paixão eufórica e descabelada ou para a mais entrópica e trágica desilusão.
Com maior ou menor dose de sucesso ou insucesso, algo parece ter-se constituído como constante das nossas vidas: A referência feminina é algo indispensável ao equilíbrio da nossa formação, pela ternura que dela captamos, pelas emoções que com ela aprendemos a assumir, pela sensibilidade com que aprendemos a apreender o mundo.
Um bem-haja a essa primeira maravilha da natureza que, no início nos deu à luz, que pela vida fora nos mostrou a luz, que desde sempre ali estará para nos abrir, a cada instante, os olhos para a luz do outro.
O puro encanto do feminino está bem patente no mote de Rodrigues Lobo – “Coração olha o que queres/Que mulheres são mulheres”; Porém, acredito muito mais na visão antitética do poeta francês para definir mulher: Adoro “Aquele monstro horrendo a que sempre acabamos por chamar meu amor”.
Ação de sensibilização sobre o autismo dirigida a docentes e assistentes operacionais da ESA, a realizar no dia 6 de abril de 2016, pelas 17H00, no nosso auditório.





















